Iniciativa Vingadores: é possível ter uma super equipe?

Recentemente, assisti ao filme “Os Vingadores” e achei incrível. Reunir tantos super-heróis, “gerenciar” tantos super poderes e porque não dizer, controlar o ego de boa parte dos poderosos não deve ser tarefa fácil.

Surgiu então a idéia de escrever este artigo tentando imaginar “Os Vingadores” dentro de uma organização, dentro de uma empresa. Não vingadores no sentido literal da palavra (aquele que inflige punição, que provoca reparação por alguma coisa, segundo o Dicionário Michaelis), mas sim colaboradores com qualidades especiais (e também algumas carências, bom lembrar).

Não sou um especialista em quadrinhos ou histórias de super-heróis, mas procurei fazer um paralelo ao mundo corporativo. É certo que ninguém tem super poderes, mas creio que qualquer indivíduo tenha qualidades que devem ser incentivadas e exploradas, bem como carências que devem ser administradas.

Pois bem, vamos começar pelo Homem de Ferro: em alguma organização deve existir um sujeito um tanto arrogante, prepotente às vezes, que gosta de um bom rock e é irônico; mas que ao mesmo tempo tem uma inteligência incrível, capaz de criar coisas igualmente incríveis e que tem a inovação como força impulsionadora.

Também deve existir o cara pacato, com uma paciência invejável, tão ou mais inteligente que o Homem de Ferro, mas que quando provocado pode surpreender com sua ira ou então pela força que usará para atingir seu objetivo. Estou falando de Hulk, é claro.

O que falar daquele colaborador que pode ser comparado ao Gavião-Arqueiro? Entendo que poderíamos descrevê-lo como o cara metódico, que treinou muito e busca o aperfeiçoamento constante e tem uma fenomenal capacidade de “atingir o alvo”, baseado principalmente na confiança em si próprio.

A lista não para por aí, porque temos que falar do profissional Thor, aquele sujeito em que em alguma oportunidade já faltou um pouco de humildade, mas que soube fazer do erro uma experiência para realizar as coisas de formas diferentes.

Chegamos então ao momento de descrever a Viúva Negra. É, o nome é pesado e sombrio, mas a heroína tem importantes qualidades, como a integração ao grupo de trabalho, a facilidade de trabalhar em equipe e a capacidade de elaborar táticas.

E quem seria o Capitão América da empresa? Por sua origem no exército, disciplina e planejamento fazem parte da rotina deste super-héroi. No filme, também percebe-se uma capacidade de liderança. O Capitão América corporativo seria portanto uma pessoa com uma capacidade de liderança, organizado, disciplinado e fiel a rotina de análise e planejamento.

Por fim, resta falar de Nick Fury, comandante do super time de heróis. Pode-se comparar Nick como uma espécie de C.E.O. da Shield (a organização que procura manter a paz mundial). Pode não parecer, mas creio que a tarefa mais árdua cabe a Nick: ele está lidando com diferentes interesses, indivíduos com necessidades e aspirações muito distintas. Entendo que este é o verdadeiro desafio daqueles que ocupam cargos de gestão: integrar a equipe, lidar com diferentes interesses, auxiliar no desenvolvimento das pessoas e ainda poder convergir todas as forças para atingir as metas da organização.

Por fim, resta responder a pergunta do título: é possível formar uma super equipe ao estilo “Vingadores”? Na minha opinião é possível sim. Repito mais uma vez que não existem super poderes, mas existem formas de promover o desenvolvimento das pessoas, explorando adequadamente suas qualidades e auxiliando para que eventuais carências sejam supridas e administradas. Não utilizo a palavra defeito porque considero-a inapropriada. Finalmente, um super time de colaboradores somente será possível quando os objetivos estiverem bem definidos, sejam desafiadores e sobretudo, apesar das dificuldades, possam motivar e unir a equipe. Avante “Vingadores”!

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