Peter Parker, mudanças e networking

Em recente oportunidade, a equipe de super-heróis “Vingadores” serviu de referência para abordagem de alguns assuntos sobre o mundo corporativo. Agora, o escolhido é Peter Parker, alter ego do Homem Aranha.

Parker, ao ser picado por uma “aranha radioativa”, adquire superpoderes e procura promover o bem (a sua maneira, é verdade). Nos filmes e gibis, Parker é um sujeito tímido, mas cercado por colegas (seja de faculdade ou de trabalho). Além disto, ele lida com certa dificuldade com as mudanças que os superpoderes lhe trouxeram.

Neste breve relato, encontramos dois assuntos muito interessantes: networking e mudanças.

Antes de mais nada, convém lembrar que networking é uma rede de contatos, é o círculo de pessoas que integram um grupo de relacionamento; este grupo serve muitas vezes para suporte ou referência pessoal e profissional.

A importância da rede de contatos é enorme: a tecnologia nos permite estar em contato com as pessoas instantaneamente, utilizando ferramentas como Facebook e Skype, só para ficarmos com dois exemplos. É quase possível isolar-se. Assim, o uso de networking traz muitos benefícios: se você edita um blog, terás, através de sua rede de contatos, caminhos para divulgá-lo; se você é gestor de uma empresa e necessita de funcionário especializado, pode encontrá-lo através de seus conhecidos. Os exemplos são variados!

Obviamente, devemos ser criteriosos, mantendo contatos que agreguem valor, conhecimento e informação ao nosso mundo. Eventos, feiras setoriais, cursos e até mesmo encontros de ex-colegas de faculdade são ótimas oportunidades de aumentarmos e mantermos nossos contatos.

Já a gestão da mudança traz alguns desafios. Frequentemente, mudanças geram desconforto e às vezes rejeição, porque lidam com zonas de conforto, ameaçam “privilégios adquiridos”. Para gerenciar uma equipe num período de mudança, paciência, compartilhamento de informação, clareza e engajamento são alguns pontos que podem auxiliar no alcance dos objetivos.

É preciso apresentar a cultura da mudança, envolvendo as pessoas, delegando a elas responsabilidades e fazendo-as entender a importância da participação. É preciso dividir méritos e fracassos, sem perder o sentido de unidade.

Estes dois assuntos renderiam muito mais páginas de explanações. Fica a dica para usar a sua rede de contatos e discutir sobre o ambiente de mudança.

E já fica no ar a pergunta:

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Iniciativa Vingadores: é possível ter uma super equipe?

Recentemente, assisti ao filme “Os Vingadores” e achei incrível. Reunir tantos super-heróis, “gerenciar” tantos super poderes e porque não dizer, controlar o ego de boa parte dos poderosos não deve ser tarefa fácil.

Surgiu então a idéia de escrever este artigo tentando imaginar “Os Vingadores” dentro de uma organização, dentro de uma empresa. Não vingadores no sentido literal da palavra (aquele que inflige punição, que provoca reparação por alguma coisa, segundo o Dicionário Michaelis), mas sim colaboradores com qualidades especiais (e também algumas carências, bom lembrar).

Não sou um especialista em quadrinhos ou histórias de super-heróis, mas procurei fazer um paralelo ao mundo corporativo. É certo que ninguém tem super poderes, mas creio que qualquer indivíduo tenha qualidades que devem ser incentivadas e exploradas, bem como carências que devem ser administradas.

Pois bem, vamos começar pelo Homem de Ferro: em alguma organização deve existir um sujeito um tanto arrogante, prepotente às vezes, que gosta de um bom rock e é irônico; mas que ao mesmo tempo tem uma inteligência incrível, capaz de criar coisas igualmente incríveis e que tem a inovação como força impulsionadora.

Também deve existir o cara pacato, com uma paciência invejável, tão ou mais inteligente que o Homem de Ferro, mas que quando provocado pode surpreender com sua ira ou então pela força que usará para atingir seu objetivo. Estou falando de Hulk, é claro.

O que falar daquele colaborador que pode ser comparado ao Gavião-Arqueiro? Entendo que poderíamos descrevê-lo como o cara metódico, que treinou muito e busca o aperfeiçoamento constante e tem uma fenomenal capacidade de “atingir o alvo”, baseado principalmente na confiança em si próprio.

A lista não para por aí, porque temos que falar do profissional Thor, aquele sujeito em que em alguma oportunidade já faltou um pouco de humildade, mas que soube fazer do erro uma experiência para realizar as coisas de formas diferentes.

Chegamos então ao momento de descrever a Viúva Negra. É, o nome é pesado e sombrio, mas a heroína tem importantes qualidades, como a integração ao grupo de trabalho, a facilidade de trabalhar em equipe e a capacidade de elaborar táticas.

E quem seria o Capitão América da empresa? Por sua origem no exército, disciplina e planejamento fazem parte da rotina deste super-héroi. No filme, também percebe-se uma capacidade de liderança. O Capitão América corporativo seria portanto uma pessoa com uma capacidade de liderança, organizado, disciplinado e fiel a rotina de análise e planejamento.

Por fim, resta falar de Nick Fury, comandante do super time de heróis. Pode-se comparar Nick como uma espécie de C.E.O. da Shield (a organização que procura manter a paz mundial). Pode não parecer, mas creio que a tarefa mais árdua cabe a Nick: ele está lidando com diferentes interesses, indivíduos com necessidades e aspirações muito distintas. Entendo que este é o verdadeiro desafio daqueles que ocupam cargos de gestão: integrar a equipe, lidar com diferentes interesses, auxiliar no desenvolvimento das pessoas e ainda poder convergir todas as forças para atingir as metas da organização.

Por fim, resta responder a pergunta do título: é possível formar uma super equipe ao estilo “Vingadores”? Na minha opinião é possível sim. Repito mais uma vez que não existem super poderes, mas existem formas de promover o desenvolvimento das pessoas, explorando adequadamente suas qualidades e auxiliando para que eventuais carências sejam supridas e administradas. Não utilizo a palavra defeito porque considero-a inapropriada. Finalmente, um super time de colaboradores somente será possível quando os objetivos estiverem bem definidos, sejam desafiadores e sobretudo, apesar das dificuldades, possam motivar e unir a equipe. Avante “Vingadores”!

Compartilhando conhecimento e informação

Quando surgiu a ideia de que eu fosse um dos colunistas do blog “Opinião Digital”, não tive dúvidas em aceitar.

Um dos motivos que me levaram a topar o desafio foi a possibilidade de compartilhar conhecimentos. Digo compartilhar porque entendo a iniciativa do blog como uma “via de mão dupla”: enquanto repasso meu conhecimento, abro uma porta para que os leitores também o façam, num caminho inverso.

Como administrador de empresas, tenho contato com profissionais de diferentes áreas de atuação, como por exemplo o analista de sistemas Lucas Schnorr, idealizador do Opinião Digital. Dito isto, acredito existirem muitas vantagens nesta proximidade com outros profissionais, devido ao fluxo de informações. Defendo, sempre que possível, a multidisciplinariedade das equipes, onde diferentes linhas de formação poderão convergir integradas para os objetivos da organização, desde que, obviamente, existam planejamento e diretrizes bem definidos. Desta forma, o fato do blog contar com profissionais de formações distintas também foi um ponto considerado para que eu aceitasse o convite.

Em minha coluna, além de compartilhar experiências e conhecimentos, pretendo dividir sugestões de leitura, eventos, links interessantes, blog de outros profissionais e assuntos variados ligados a área de administração e marketing.

Espero que apreciem a leitura. Até a próxima oportunidade.