Proteção necessária

Em recente reportagem lida no Jornal Zero Hora, o assunto abordado pela jornalista Marina Goulart me chamou a atenção. Ela abordou as mudanças provocadas pelo uso cada vez mais intenso de tablets e smartphones.

Como vantagens, pode-se citar o compartilhamento contínuo de informações, como fotos, notícias, textos, e a comodidade gerada pelo uso destes equipamentos.

Porém, quando o assunto envolve dados empresariais, o uso destes aparelhos por parte dos colaboradores requer alguns cuidados. Em muitos casos, dados empresariais podem ser acessados de diferentes dispositivos móveis (não necessariamente os citados no primeiro parágrafo). Cria-se um desafio para as empresas no sentido de proteger seus arquivos em diferentes plataformas.

Antes de mais nada, sempre que possível é interessante contar com o auxílio de profissional da área de TI, para orientação aos colaboradores sobre a importância da segurança das informações. Fazer uso do conhecimento técnico destes profissionais pode auxiliar a encontrar pontos vulneráveis que poderiam passar despercebidos.

Criação de mecanismos que limitem ou restrinjam acessos aos dados também são alternativas de proteção. Pode-se ainda adotar manuais de orientação e normas aos colaboradores, enfatizando e deixando clara a política de segurança das informações da empresa.

Registrar o conhecimento da política de segurança, por parte do colaborador, é igualmente importante. Uma forma é utilizando formulário padronizado, onde o profissional registrará ser conhecedor do sigilo de dados empresariais. Da mesma forma como sugerido sobre a opinião de profissional de TI, sugere-se contar com a opinião de profissional da área de Direito, evitando ou minimizando problemas jurídicos.

O assunto é bastante amplo e aqui foram apresentadas algumas alternativas. Mas a orientação é que as empresas tenham a preocupação em proteger seus dados. A tecnologia apresenta constantemente novidades, que trazem consigo vantagens e desvantagens. O investimento e a preocupação com a segurança dos dados empresariais deve fazer parte das estratégias das organizações.

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Compartilhando conhecimento e informação

Quando surgiu a ideia de que eu fosse um dos colunistas do blog “Opinião Digital”, não tive dúvidas em aceitar.

Um dos motivos que me levaram a topar o desafio foi a possibilidade de compartilhar conhecimentos. Digo compartilhar porque entendo a iniciativa do blog como uma “via de mão dupla”: enquanto repasso meu conhecimento, abro uma porta para que os leitores também o façam, num caminho inverso.

Como administrador de empresas, tenho contato com profissionais de diferentes áreas de atuação, como por exemplo o analista de sistemas Lucas Schnorr, idealizador do Opinião Digital. Dito isto, acredito existirem muitas vantagens nesta proximidade com outros profissionais, devido ao fluxo de informações. Defendo, sempre que possível, a multidisciplinariedade das equipes, onde diferentes linhas de formação poderão convergir integradas para os objetivos da organização, desde que, obviamente, existam planejamento e diretrizes bem definidos. Desta forma, o fato do blog contar com profissionais de formações distintas também foi um ponto considerado para que eu aceitasse o convite.

Em minha coluna, além de compartilhar experiências e conhecimentos, pretendo dividir sugestões de leitura, eventos, links interessantes, blog de outros profissionais e assuntos variados ligados a área de administração e marketing.

Espero que apreciem a leitura. Até a próxima oportunidade.

Comunicação publicitária digital

A crescente evolução da Internet incorporou ao meio de trabalho e a usuários comuns da Internet o correio eletrônico. Estima-se que aproximadamente 1,4 bilhões de usuários utilizam esse novo tipo de serviço telemático. Desse gigantesco número, maior parte das contas criadas pertencem a consumidores (74%) e o saldo corresponde as contas empresarias.

O desenvolvimento exponencial da Internet e por se tratar de uma vitrina virtual, pouco dispendiosa, interativa, personalizada e sem fronteiras, sem contar que pode ser consultada e alterada a qualquer tempo, fez com que empresas a utilizassem como um novo poderoso meio publicitário, migrando a publicidade para o espaço virtual através de campanhas por correio eletrônico, páginas web, banners e outros. Desta forma, considera-se que o correio eletrônico tenha se transformado numa das ferramentas mais utilizadas.

A comunicação publicitária através do correio eletrônico pode ocorrer de duas maneiras: 1) com o consentimento do usuário, ou seja, o usuário consente anteriormente o recebimento de mensagens de teor publicitário, como por exemplo, registrando seu endereço eletrônico em uma página web no sentido de receber boletins ou newsletters informativas. 2) sem o consentimento, ou seja, sem o usuário solicitar ou autorizar o recebimento de correspondências eletrônicas com caráter publicitário, este último, recebe a designação de spam.

A regulação do envio de mensagens publicitárias sem o consentimento dos usuários tem sido desenhada por diversos legisladores e não são unânimes. Uma das maneiras seria a proibição total do envio de comunicações publicitárias eletrônicas não solicitadas, mas isto seria uma solução excessiva, além de inconstitucional, pois estaria ferindo a liberdade de expressão e informação e de livre iniciativa econômica.

Existe também a solução que exige a manifestação de vontade do usuário em receber ou não conteúdo de publicidade e, neste âmbito, encontramos dois sistemas: o sistemas de opt in e o sistema de opt out.

Resumidamente o sistema de opt in consiste em permitir mensagens de publicidade eletrônica somente quando o usuário a consente previamente, ou seja, proíbe a comunicação eletrônica salvo para os casos que o usuário tem manifestado sua vontade de receber. Já o sistema de opt out permite o recebimento de todas as mensagens publicitárias, salvo aquelas que o usuário manifestou sua vontade de não recebe-las, em outras palavras, proíbe a comunicação eletrônica para os casos que o usuário não deseja receber através da inscrição de uma lista de exclusão.

Por se tratar de um assunto em discussão, explanaremos em outras oportunidades maiores informações, deixando para este artigo uma missão introdutória da matéria.

Por fim, destaca-se o fato do forte engajamento na regulação do envio de mensagens publicitárias eletrônicas não solicitadas e que se espera a adequada proteção do consumidor e confiança na Sociedade da Informação.

Artigo elaborado com base na Revista Luso-Brasileira de Direito do Consumo.

Postado originalmente no blog http://www.biason.com.br/blog-biason/.

Contratos de TI merecem atenção especial

Serviços inovadores e diferenciados frutos da criatividade de empresas de tecnologia fogem dos institutos jurídicos tradicionais, podendo gerar confusão àqueles que lidam com direito. Nesse contexto, cita-se os contratos de serviços de hospedagem, acordos de nível de serviço (SLA – Service Level Agreement), gestão de processos e de projetos (PMO – Project Management Office), entre outros.

Os contratos de Tecnologia da Informação (TI) são poucos discutidos, o que acarreta na não observância correta de pontos relevantes como, por exemplo, aspectos de propriedade intelectual, tributários, relações trabalhistas, consumo, importação e exportação.

O descuidado com aspectos técnicos e negociais nos contratos de TI não se dá por desatenção dos profissionais do Direito, mas sim em razão do foco de suas especializações, pois a maioria deles não possui um interesse na área de tecnologia. Além disso a legislação vigente não contribui para a regulação destes contratos.

No entanto, cada um desses serviços têm suas peculiaridades e normalmente acaba-se os regulando conforme a vontade do mais forte, ora o cliente, ora as empresas de TI.

Por fim, salienta-se que se deve ter atenção principalmente quanto à nomenclatura utilizada para nomear o contrato, seu objeto, aspectos de propriedade intelectual, formas de rescisão e questões operacionais.

Fonte: http://www.ipnews.com.br

Mídias sociais colaboram no desenvolvimento global

Em Washington, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, no painel de título “Local Climate, Global Change” (Clima local, mudança global), salientou-se que histórias locais contadas por intermédio das mídias sociais colaboram e impulsionam discussões globais sobre temas de desenvolvimento sustentável e mudança climática.

Conforme Rami Khater, produtor sênior de novas mídias da Al Jazzera, “informações sobre desenvolvimento já podem ser encontradas a nível local para gerar discussões globais e criar mudanças”.

Fonte: http://www.ijnet.org

Turbine a TI da sua empresa

A Tecnologia da Informação (TI) não deve merecer destaque apenas nas grandes empresas. Conforme Nelson Wortsman, soluções de TI ajudam a organização da empresa, pois melhoram o desempenho, cortam custos e reduzem prazos. Ainda, salienta que aumentando a eficiência, majora-se a competividade.

Wortsman e o site Terra, listaram 10 dicas para turbinar a TI na sua empresa:

1) Banda larga rápida (Todo mundo necessita de Internet, mesmo empresas que o negócio não têm nada a ver com a web);

2) Cloud computing (Disponibiliza aplicações e dados em qualquer lugar do mundo; a contratação de serviços de terceiros reduz o custo de implementação e manutenção);

3) Automação comercial (Um exemplo eficiente é o uso de tablets para o registro de pedidos em restaurantes, o método agiliza e organiza os pedidos);

4) Software de gestão comercial (Conhecidos como ERP (Enterprise Resource Planning), organizam e integram todas as operações da empresa, desde a parte contábil até a do estoque);

5) Mídias sociais (Servem para monitorar reclamações e elogios, podendo assim fazer melhorias. O monitoramento deve ser um hábito);

6) Equipamentos móveis (Contratar planos empresarias é mais barato do que planos destinados a pessoa físicas, disponibilizando aparelhos e contas ao seus funcionários a empresa pode reduzir custos de ligações);

7) Terceirização do serviço de TI (A empresa deve focar na sua área de atuação, deixando a TI para empresas especializadas);

8) Estrutura para home office (Com a jornada de trabalho mais rígida, disponibilizar arquivos ou aplicações da empresa aos colaboradores para que sejam acessados de casa pode ser uma solução interessante);

9) Recrutamento online (Utilizar ferramentas como Linkedin e pesquisar perfis na mídias sociais, pode ser uma solução para economizar com empresas de consultoria em Recursos Humanos);

10) Software de gestão de projetos (Ajuda a otimizar tempo, compartilhar documentos, acompanhar prazos e distribuir tarefas, gerando assim vantagens à empresa).

Fonte: http://www.terra.com.br

ICMS sobre comércio eletrônico

No próximo dia 02 de maio, poderá ser votada uma proposta de novas regras para a arrecadação de ICMS sobre o comércio eletrônico. A matéria será analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

No momento, para as operações interestaduais feitas através da Internet, o ICMS é recolhido no estado de origem da mercadoria. A proposta do senador Renan Calheiros é sujeitar a essas operações um tratamento semelhante às vendas que se realizam entre empresas de estados diferentes, com algumas ressalvas.

Em seu parecer, defende um equilíbrio entre os estados, pois propôs que, na hipótese de uma alíquota média de 17% (dezessete por cento), 7% (sete por cento) ficam para o estado de origem e os 10% (dez por cento) restantes para os estados compradores.

Em 2001 o comércio eletrônico marcava um faturamento de R$ 540 milhões, e no ano de 2011 atingiu R$ 18,7 bilhões.

Fonte: ConJur.

Mídias sociais x carreira

Uma pesquisa da Eurocom Worldwide mostrou que um a cada cinco chefes rejeitou candidatos à vaga de emprego após avaliar seus perfis nas mídias sociais.

A pesquisa mostra que não são apenas os concorrentes a vagas que passam por essa avaliação, pois até mesmo aqueles que já estão empregados podem sofrer consequências.

As mídias sociais são ótimas ferramentas para expressar ideias e publicar imagens, entre outras utilidades, porém muitas vezes esta prática pode ir contra a opinião do empregador ou daquela empresa que se almeja uma vaga, acarretando demissões ou simplesmente a não contratação.

Muitas empresas ainda discutem, também, sobre a utilização das mídias durante o horário de expediente, pois para algumas é inevitável sua utilização, pois é mais um meio de comunicação com cliente, fornecedores, parceiros ou outros, quanto para outras empresas é apenas um desperdício de tempo, sendo vedada sua utilização. A má utilização destas ferramentas ou sua utilização sem a permissão do empregador, pode gerar até demissão por justa causa.

Portanto, antes de postar algo nas mídias sociais avalie a repercussão que isso gerará. Lembre-se, também, de verificar junto à empresa se a utilização das ferramentas durante o horário de trabalho é permitida e de que forma, para evitar assim, maiores complicações.

Fonte: http://epocanegocios.globo.com

Postado originalmente no blog http://www.biason.com.br/blog-biason/.

Empresa que hospeda sites deve fiscalizar o conteúdo publicado?

O assunto suscitado em ação interposta pela empresa Google Brasil Internet S.A., foi reconhecido como repercussão geral pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Trata-se do dever, ou não, da empresa que hospeda sites na Internet, fiscalizar o conteúdo publicado e retirá-lo do ar quando considerado ofensivo, antes mesmo de receber qualquer ordem judicial para fazê-lo.

O recurso tramita no STF sob o número 660861 e no dia 23 de março de 2012 o Ministro Luiz Fux reconheceu a existência de repercussão geral da questão constitucional suscitada. O Ministro Marco Aurélio teve seu voto vencido e não se manifestaram os Ministros Gilmar Mendes, Joaquim Barbosa, Carmém Lúcia e Rosa Weber.

A empresa Google tenta reformar decisão que a condenou a indenizar em R$ 10 mil uma vítima de ofensas através da mídia social Orkut, bem como retirar do ar a comunidade virtual em que as ofensas ocorreram.

Imposta pelo Juizado Especial Cível, a condenação foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

O Google afirma nas suas defesas que o Orkut é uma plataforma cujo conteúdo é de responsabilidade do usuário, que, ao se cadastrar, aceita e contrata com a empresa os termos de serviço e assume obrigações.

Alega ainda, que a decisão do TJMG resulta em censura prévia, pois a fiscalização do conteúdo pela empresa hospedeira estaria ferindo os arts. 5°, incisos IV, IX, XIV e XXXIII, e 220, parágrafos 1°, 2° e 6°, da Constituição Federal.

Para Lucas Ismael Schnorr, graduado em Sistemas de Informação, está correto alguns posicionamentos da empresa Google, devendo atentar aos seguintes fatos:

• O usuário ao se cadastrar adere a um contrato e aceita os termos do serviço ao mesmo tempo em que assume obrigações;

• Se o sítio hospedeiro tiver a obrigação de fiscalizar o conteúdo publicado, se faria da maioria dos serviços deste tipo algo demasiadamente lento e não se estaria alcançando o real objetivo da Internet que é produzir ao usuário comodidade, agilidade, diversão e bem estar;

• Salienta o fato que mídias sociais como Orkut, Facebook, Youtube e Twitter recebem um número gigantesco de conteúdo por minuto, não havendo viabilidade alguma para empresas de hospedagem controlar seu conteúdo;

• A melhor solução é criar normas aos sítios hospedeiros tais como:

o Devem deixar em local de fácil visualização, maneiras para o usuário informar e denunciar o abuso do conteúdo, para que aí sim ter a obrigação de retirá-lo do ar em prazo determinado e não o fazendo, poderá ser responsável pelos danos causados ao usuário.

o Fazer uma varredura computadorizada por expressões de cunho ofensivo, não permitindo a publicação destas.

o Criar canal de denúncia de conteúdo ofensivo.

o Diversas outras medidas mais eficazes.

Fonte de apoio: http://www.lexmagister.com.br

Postado originalmente no blog http://www.biason.com.br/blog-biason/.