A união faz a… diferença!

Desde pequeno, criado numa cidade do interior do Rio Grande do Sul, sempre tive cachorros como animais de estimação. Lembro-me muito bem de um cão Pastor Alemão de meu avô, chamando-me a atenção o foco e disciplina do animal. Existem outros cães bastante especiais. Para quem conhece um pouco sobre estes animais, sabe que raça como labrador é uma excelente companhia para pessoas com deficiência visual, justamente por serem atentos e disciplinados, desde que treinados para isto, obviamente.

Esta breve introdução é apenas uma referência a um dos personagens principais do livro “Adorável Heroína”, que conta a história do deficiente visual Michael Hingson e sua cachorra labradora Roselle. Ambos salvaram-se dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, nas Torres Gêmeas, em Nova York, sendo que desceram do 78º andar da Torre Norte, pelas escadas.

Difícil dizer como reagiríamos numa situação como a vivida por Michael e Roselle. Afora a tensão de não ter a real noção do que acontecia, soma-se o cansaço pela descida de 1.463 degraus!

Hingson e a cachorra Roselle foram um exemplo de superação e união. Roselle em nenhum momento se abateu, pelo contrário, trabalhou confiante e ciente de sua responsabilidade. Hingson igualmente procurou manter-se calmo, passando tranquilidade para sua parceira. Unidos, mesmo diante das dificuldades, os dois concluíram seus objetivos. Tal qual uma equipe corporativa, foco, confiança e tranquilidade são fatores essenciais para o sucesso.

Numa linguagem acessível, o autor conseguiu explorar a superação e os desafios de um deficiente visual. Hoje, muitas organizações têm em seu grupo de trabalho pessoas com necessidades especiais. Existem até leis específicas exigindo o preenchimento de vagas com número definido de profissionais com necessidades especiais.

No entanto, mais que cumprir uma lei, a contratação destas pessoas contribui para o aprendizado da equipe quanto ao convívio com as diferenças, além de que normalmente os profissionais “especiais” são exemplo de motivação. Aliás, Hingson nunca quis ser retratado como alguém diferente, e também seus pais procuraram propiciar-lhe o maior número possível de experiências comuns a qualquer um de nós, sem necessidades especiais.

Adorável Heroína não é um livro de auto-ajuda. Longe disto. É sim um exemplo de união, comprometimento e superação. Sobretudo, demonstra que é preciso acreditar, mesmo diante do incerto e do medo. Força de vontade acima de tudo. Como muito bem transcrito numa passagem do livro, nas palavras de Martin Luther King Jr. : “Ter fé é dar o primeiro passo, mesmo quando você não consegue ver toda a escada”.

Para Michael Hingson e Roselle, a união, mais do que a força, fez toda a diferença! Até a próxima oportunidade.

Fonte: Livro “Adorável Heroína”; Título original “Thunder Dog: The True Story of a Blind Man, His Guide Dog, and the Triumph of Trust at Ground Zero.”, de Michael Hingson e Susy Flory.

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