CIOs devem dialogar mais com seus Diretores Jurídicos

CIOs e diretores jurídicos (CLO) têm muito a falar sobre ​​privacidade de dados, e-discovery e políticas para dispositivos móveis, só para citar alguns tópicos. Mas uma pesquisa recente do Gartner com 70 diretores jurídicos de grandes companhias nos Estados Unidos descobriu que mais de metade (51%) deles disseram não conversar com os CIOs mais do que uma vez por mês.

O relatório do Gartner recomenda que os CIOs e os diretores jurídicoss tenham reuniões frequentes e que abordem os assuntos em profundidade, para que possam construir um relacionamento melhor e compreender os requisitos, capacidades e as questões pendentes de lado a alado. Dos diretores jurídicos que conversam com seus CIOs mais do que uma vez por mês, disseram ter mudado suas estratégias jurídicas ou políticas corporativas após a conversa.

O estudo descobriu ainda que os entrevistados consideram os CIOs importantes parceiros estratégicos. “A gestão de riscos é uma preocupação cada vez mais importante paraos diretores jurídicos , e eles reconhecem que ela requer uma participação significativa de TI”, diz o relatório do Gartner.

Muitos diretores jurídicos se queixam de que “os CIOs não são envolvidos cedo o suficiente e com a profundidade suficiente em atividades como fusões e aquisições”, diz o relatório.

Do outro lado, os CIOs, de um modo geral eles estão satisfeitos com o suporte da área jurídica às atividades padrão de TI, e menos satisfeitos com suporte para tecnologias específicas, tais como e-discovery e disputas litigiosas.

O chefe de departamento jurídico pode ainda ser a chave em vários aspectos das organizações: na promoção do respeito pela privacidade de dados, na explicitação das disposições sobre a descoberta de informação, na criação de políticas para o uso de dispositivos móveis da empresa. A relação correta entre CIO e os responsáveis jurídicos pode gerar estratégias mais fortes nestas áreas.

O Gartner recomenda a realização de reuniões regulares e frequentes entre o CIO e os chefes de departamento jurídico. De acordo com os resultados do estudo, nas empresas onde se verifica essa relação, os CIO têm adaptado as suas estratégias jurídicas e políticas de negócios seguindo as recomendações dessas equipas. Trata-se da de que há essa necessidade de conhecer os aspectos legais.

Janis O’Bryan, CIO da imobiliária Hudson Advisors, diz que ela se reúne com sua equipe jurídica regularmente para debater temas como os regulamentos da da SEC e regras de privacidade de dados globais.

O’Bryan acrescenta que mantém uma pessoa em sua equipe de TI é responsável por e-discovery. “Temos de lidar com os mutuários insatisfeitos e angustiados, com dívida, por isso estamos constantemente do apoio da nossa equipe jurídica”, diz ela.

A chave para um melhor relacionamento TI-legal é a de quebrar barreiras linguísticas, diz O’Bryan. A

TI não deve apenas explicar questões de tecnologia para a área jurídica, mas também “se informar sobre os riscos e traduzir isso para linguagem de negócios para que a equipe jurídica possa entender.”

O CIO está especializado em linguagem técnica e funda as suas análises no ponto de vista da tecnologia. Mas a área jurídica também têm a sua linguagem técnica. É preciso transpor as barreiras de linguagem entre as áreas.

Fonte: cio.uol.com.br.

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