Nem só anjos servem de exemplo

O livro “Não sou um anjo”, escrito por Tom Bower, narra a história de Bernie Ecclestone, inglês que fez fortuna e tornou a Fórmula 1 um esporte badalado. A obra está muito longe de ser um livro de boas maneiras, já que o título diz tudo: Bernie não é nenhum santo e ética parece não ser o forte deste sujeito.

O que se pretende é utilizar esta figura tão controversa para tentar, diga-se assim, tomar alguns temas (bons) e trazê-los para o debate no mundo corporativo.

Bernie deixou de ser um vendedor de carros no Reino Unido para tornar-se um nome incrivelmente associado a Fórmula 1. Celebridades, empresários, reis e rainhas, Ecclestone normalmente é visto com pessoas deste tipo. Como já dito, ele pode não ser um exemplo de caráter, mas conhecendo um pouco de sua vida, percebe-se ousadia, sagacidade e determinação para atingir os objetivos. São estas três características que servirão de referência para minhas explanações.

Sugerir que um empresário, um empreendedor, seja sagaz, ousado e determinado é como “chover no molhado”, usando um famoso dito popular. Mas ousadia, no sentido de fazer o que outros não se arriscaram ou aquilo que contraria as “normas vigentes”, pode transformar pequenos negócios ou produtos em verdadeiros sucessos. Esta ousadia que refiro é a capacidade de criar, transpor barreiras, persistir, melhorar até atingir o objetivo. Creio que Steve Jobs seja um bom exemplo desta ousadia, e talvez seja tão controverso como Bernie. Quantas características você já ouviu que falam de Jobs? Muitas, com certeza as mais variadas. Mas não vou alongar comparações, pois não é o tema deste artigo.

Uma pessoa sagaz, segundo o Dicionário Melhoramentos, é alguém, esperto, astuto, perspicaz. Bernie teve visão do potencial da Fórmula 1. Para citar um outro exemplo de perspicácia, utilizo a Intel. A direção da empresa optou por entrar no ramo de semicondutores, porque a concorrência japonesa na fabricação de chips de memória acentuava-se gradativamente em meados de 1980. A Intel, em matéria de microprocessadores, hoje é uma referência!

A última característica que usei para descrever Ecclestone, determinação, está presente nas equipes e pilotos de Fórmula 1 também. Neste esporte, vencer é questão de esforço conjunto, estudo, tentativa e erro, tal qual acontece no mundo empresarial, onde é necessário acreditar no negócio, trabalhar com afinco e ter foco.

Talvez Ecclestone não “vá para o Céu”, tampouco é o modelo ideal de empresário. Mas podemos explorar o livro, buscando referências positivas. Se tiver a chance, leia-o, e tire suas próprias conclusões. Eu conclui que não só anjos podem inspirar bons exemplos.

Nota: Este texto foi inspirado no livro “Não sou anjo”, do original “No Angel”, do escritor Tom Bower e editado no Brasil pela Editora Novo Conceito.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s