Prata da Casa

Em 2009, tive a oportunidade de fazer meu trabalho de conclusão, do curso de Administração das Faculdades de Taquara, RS, sobre a construção da marca da Oktoberfest de Igrejinha.

Nas regiões do Vale do Paranhana, dos Sinos e das Hortências, creio que o evento seja uma referência. Para quem não sabe, a Oktoberfest de Igrejinha foi criada para resgatar a cultura alemã, fato que se mantém até hoje.

Nas conclusões de meu TCC, destacaram-se dois pontos principais para o sucesso da Oktoberfest, que neste ano completa seu Jubileu de Prata (25 anos): o Voluntariado e a Transparência.

Toda a festa é organizada pela comunidade, através de um grupo de voluntários. O poder público atua apenas como parceiro. Hoje, o grupo de voluntários soma aproximadamente 3.000 pessoas, um número impressionante, que faz com que a Oktoberfest de Igrejinha seja conhecida como “a maior Festa Comunitária do Brasil”. Quando entrevistei pessoas ligadas ao evento em 2009, um dos entrevistados falou uma frase interessante: “A Oktoberfest é um ‘vírus’, uma vez contaminado é difícil desligar-se”. Eu próprio tive a oportunidade de participar como voluntário, o que somente aumentou meu respeito e admiração por aqueles que de dedicam à causa. O trabalho voluntário é valorizado em muitas empresas, porque em muitos casos demonstram uma preocupação do indivíduo, muito além de sua atuação corporativa. Através do voluntariado, pode-se desenvolver diferentes habilidades, como a liderança, a comunicação e a capacidade de trabalhar em equipe.

Bem, certamente um fato que contribui para um número tão elevado de voluntários é a transparência. Os resultados financeiros das edições da Oktoberfest de Igrejinha são amplamente divulgados na mídia e o ponto alto é a Festa do Repasse, quando os lucros são destinados a entidades de Igrejinha e região, tais como o Hospital Bom Pastor, APAE e Brigada Militar, dentre outros. Os valores dos últimos repasses, somados aos valores auferidos diretamente pelas entidades em seus estandes montados durante a festa, tem sido superiores a R$ 800.000,00.

Quando utilizei o título “Prata da Casa” foi para demonstrar que temos uma jóia na região, uma referência em termos de administração. Importante destacar que durante o meu TCC pude observar que o evento tem sim pontos de divergência e de melhoria, o que acredito ser normal em qualquer organização. A divergência “sadia” é importante e necessária, para a busca de soluções. Mas o mais importante é a convergência de forças e iniciativas para o atingimento de objetivos comuns.

A Oktoberfest de Igrejinha, além de ser um grande agente integrador da comunidade do Paranhana, resgata a cultura alemã e beneficia toda uma comunidade. É verdadeiramente uma “Prata da Casa”.

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Uma interessante oportunidade de leitura

Recentemente, fui presenteado por um grande amigo com o livro “Oportunidades Disfarçadas”, de Carlos Domingos.

O livro, escrito em 2009, é uma verdadeira fonte de inspiração para empresários, administradores ou qualquer outro profissional que esteja enfrentando alguma dificuldade em seu negócio.

O título, muito sugestivo, tem tudo a ver com o conteúdo: em mais de 200 páginas, Carlos Domingos relata casos de empresas ou pessoas que encontraram em diferentes oportunidades um caminho para a superação e sucesso.

A publicação está dividida em capítulos que apresentam “oportunidades disfarçadas” nas crises, nos ressentimentos, na falta de recursos ou nos erros, dentre outros.

São relatados casos como o de David McConnel, um vendedor de enciclopédias que, para alavancar as vendas, encomendou a um amigo farmacêutico uma fragrância para presentear as suas clientes. Para sua surpresa, os livros não venderam, mas o perfume fez sucesso. Com uma dose de ousadia e dedicação, nascia a Avon, empresa reconhecida pela atuação no ramo de cosméticos.

Há o caso do jovem alemão Levi Strauss, em meio a corrida do ouro na Califórnia (EUA), em meados do século XIX. Strauss investira todas as suas economias em tecidos para barracas, porém esta necessidade dos mineiros já estava suprida por conta da iniciativa de outros vendedores. Como o tecido era muito resistente, dificilmente havia reposição. Quando questionado por um mineiro se tinha calças para a venda, Strauss pensou em utilizar o tecido das barracas para fazer a vestimenta. Um alfaiate achou a ideia absurda, mas acatou o pedido. O resto da história é conhecida: nascia o Jeans, que fez sucesso inicialmente entre mineiros, depois nos Estados Unidos e depois em todo o mundo. É um tecido que continua em alta entre os estilistas.

Nomes conhecidos como Steve Jobs, Toyota, TAM, Melitta, Starbucks, dentre outros, figuram nos exemplos listados por Domingos.

O último capítulo do livro contém sugestões de encontrar oportunidades disfarçadas. Uma das últimas frases do livro é inspiradora, dirá por Henry Ford: “Se você acredita que é capaz ou se acredita que não é capaz, de qualquer forma você tem razão”.

Pois bem, se tiver a “oportunidade”, leia o livro. Mesmo que alguns casos pareçam loucura, tenho certeza que muitos exemplos poderão lhe inspirar.

Política de segurança das informações

Não é novidade que as organizações ativas no mercado atual convivem num espaço altamente competitivo e globalizado e, consequentemente, a informação tem ganho uma supervalorização, sendo considerada por muitos o mais valioso ativo das empresas.

Desta forma, fica claro que a informação é de suma importância para a tomada de decisão dos negócios da empresa, inclusive para seus concorrentes. Evidente, portanto, seja necessário um plano de proteção de toda informação, haja vista que seu vazamento poderá causar prejuízos à empresa.

Conforme Moresi a importância da informação é diretamente proporcional ao seu papel no processo decisório.

Grande parte das empresas que se preocupam com a política de segurança das informações, também conhecida como PSI, são empresas de grande porte. A política de segurança da informação deve ser implantada desde a empresa de pequeno porte até a de grande porte, pois todas possuem informações de valor. Órgãos e entidades públicas também atentam à política de segurança da informação.

Recentemente o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação instituiu o Comitê de Segurança da Informação e Comunicações (CSIC) através da portaria de número 384, de 30 de maio de 2012. Em 13 de junho de 2000 a Presidência da República instituiu a Política de Segurança da Informação nos órgãos e entidades da Administração Pública Federal através do decreto número 3.505.

Muito mais sensíveis que o Poder Público, empresas privadas devem atentar à sua política de segurança das informações resguardando um de seus mais valorosos ativos. Aquelas que não a tem, devem começar a discutir sobre o assunto.

Aspectos da BITS 2012

Durante os dias 15 de 17 de maio de 2012 ocorreu a Business IT South America (BITS) que trouxe as mais recentes novidades e soluções em Tecnologia da Informação e Comunicação. A segunda edição da feira brasileira já se encontra como encontro anual registrado no calendário da CeBIT – maior feira de TIC do mundo.

Conforme diretor da Hannover Fairs Sulamerica, organizadora da BITS em parceria com a Federação e o Centro das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS/CIERGS), “a CeBIT é o mais importante evento do setor. Por isso, nada melhor do que realiza-la na América Latina, onde o crescimento desse mercado é o mais acentuado de todo o globo”.

Localizada no centro do Mercosul, Porto Alegre é um dos mais importantes polos de Tecnologia da Informação e Comunicação do País. Em 2012, quinze países confirmaram presença na feira.

Além da exposição é possível participar de palestras, painéis e discussões de cases sobre diversas áreas de TIC atual.

Estive presente nas duas edições da feira, porém a segunda edição não aparentava ser maior do que a primeira, salientando ao fato do Brasil ser país destaque na feira de Hannover no início do ano.

Esperamos para 2013 maior participação das empresas do ramo tecnológico na feira.

Maiores informações em http://www.fiergs.org.br ou http://www.bitsouthamerica.com.br