Termos de uso, leia-os

Frequentemente usuários de plataformas como iTunes, Facebook e Twitter deparam-se com a “obrigação” de aceitar seus termos de uso. Acontece que muitos, na ansiedade de utilizar a ferramenta, marcam a opção que leram e aceitam o conteúdo sem mesmo terem o lido. Cuidado, você estará aderindo ao modo que estas empresas esperam que você deva se comportar ao utilizar a ferramenta e, descumprindo-o poderá sofrer sanções.

Os termos de uso, textos normalmente longos e chatos de ser lidos, são encontrados geralmente em links no rodapé das páginas da Internet das empresas ou são exibidas de forma destacada no primeiro acesso ao conteúdo, devendo o usuário aceitá-los ou não.

Apesar de ser uma leitura desestimulada, leia-os. Com o tempo você irá se acostumar com as expressões utilizadas e sempre que possível releia-os com calma.

Uma maneira de conciliar a vontade do usuário e da empresa, seria criar uma versão resumida dos termos de uso, o qual destaca as partes mais importantes para o usuário. Algumas empresas já fazem desta maneira, é o exemplo do Twitter e do Tumblr.

Ao ler, lembre-se de observar trechos destacados em caixa alta ou negrito, pois muito provavelmente terão um caráter importante. Atente às cláusulas de política de privacidade, ou seja, cláusulas que definem o destino e segurança de, por exemplo, seus dados pessoais.

Há também cláusulas de responsabilidade e conduta do usuário, as quais definem como você deve utilizar a ferramenta, bem como impondo-lhe limites, como por exemplo, idade mínima e outros cuidados.

Ainda, lembre-se de ler as responsabilidades da empresa fornecedora do serviço, pois geralmente nessas cláusulas que elas se eximem de erros como invasões por hackers, danos diretos ou indiretos e outras falhas.

Por fim, salienta-se que os termos de uso mudam, e as empresas tem obrigação de alertar o usuário dessas mudanças, assim como aconteceu com os termos de uso do Google nos últimos meses.

Portanto, não trate os termos de uso como um simples passo para acesso a ferramenta desejada, leia-os, pois se tratam de um contrato de adesão que geram responsabilidades a você.

Elaborado com base em tecnologia.uol.com.br.

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Iniciativa Vingadores: é possível ter uma super equipe?

Recentemente, assisti ao filme “Os Vingadores” e achei incrível. Reunir tantos super-heróis, “gerenciar” tantos super poderes e porque não dizer, controlar o ego de boa parte dos poderosos não deve ser tarefa fácil.

Surgiu então a idéia de escrever este artigo tentando imaginar “Os Vingadores” dentro de uma organização, dentro de uma empresa. Não vingadores no sentido literal da palavra (aquele que inflige punição, que provoca reparação por alguma coisa, segundo o Dicionário Michaelis), mas sim colaboradores com qualidades especiais (e também algumas carências, bom lembrar).

Não sou um especialista em quadrinhos ou histórias de super-heróis, mas procurei fazer um paralelo ao mundo corporativo. É certo que ninguém tem super poderes, mas creio que qualquer indivíduo tenha qualidades que devem ser incentivadas e exploradas, bem como carências que devem ser administradas.

Pois bem, vamos começar pelo Homem de Ferro: em alguma organização deve existir um sujeito um tanto arrogante, prepotente às vezes, que gosta de um bom rock e é irônico; mas que ao mesmo tempo tem uma inteligência incrível, capaz de criar coisas igualmente incríveis e que tem a inovação como força impulsionadora.

Também deve existir o cara pacato, com uma paciência invejável, tão ou mais inteligente que o Homem de Ferro, mas que quando provocado pode surpreender com sua ira ou então pela força que usará para atingir seu objetivo. Estou falando de Hulk, é claro.

O que falar daquele colaborador que pode ser comparado ao Gavião-Arqueiro? Entendo que poderíamos descrevê-lo como o cara metódico, que treinou muito e busca o aperfeiçoamento constante e tem uma fenomenal capacidade de “atingir o alvo”, baseado principalmente na confiança em si próprio.

A lista não para por aí, porque temos que falar do profissional Thor, aquele sujeito em que em alguma oportunidade já faltou um pouco de humildade, mas que soube fazer do erro uma experiência para realizar as coisas de formas diferentes.

Chegamos então ao momento de descrever a Viúva Negra. É, o nome é pesado e sombrio, mas a heroína tem importantes qualidades, como a integração ao grupo de trabalho, a facilidade de trabalhar em equipe e a capacidade de elaborar táticas.

E quem seria o Capitão América da empresa? Por sua origem no exército, disciplina e planejamento fazem parte da rotina deste super-héroi. No filme, também percebe-se uma capacidade de liderança. O Capitão América corporativo seria portanto uma pessoa com uma capacidade de liderança, organizado, disciplinado e fiel a rotina de análise e planejamento.

Por fim, resta falar de Nick Fury, comandante do super time de heróis. Pode-se comparar Nick como uma espécie de C.E.O. da Shield (a organização que procura manter a paz mundial). Pode não parecer, mas creio que a tarefa mais árdua cabe a Nick: ele está lidando com diferentes interesses, indivíduos com necessidades e aspirações muito distintas. Entendo que este é o verdadeiro desafio daqueles que ocupam cargos de gestão: integrar a equipe, lidar com diferentes interesses, auxiliar no desenvolvimento das pessoas e ainda poder convergir todas as forças para atingir as metas da organização.

Por fim, resta responder a pergunta do título: é possível formar uma super equipe ao estilo “Vingadores”? Na minha opinião é possível sim. Repito mais uma vez que não existem super poderes, mas existem formas de promover o desenvolvimento das pessoas, explorando adequadamente suas qualidades e auxiliando para que eventuais carências sejam supridas e administradas. Não utilizo a palavra defeito porque considero-a inapropriada. Finalmente, um super time de colaboradores somente será possível quando os objetivos estiverem bem definidos, sejam desafiadores e sobretudo, apesar das dificuldades, possam motivar e unir a equipe. Avante “Vingadores”!

Proteção necessária

Em recente reportagem lida no Jornal Zero Hora, o assunto abordado pela jornalista Marina Goulart me chamou a atenção. Ela abordou as mudanças provocadas pelo uso cada vez mais intenso de tablets e smartphones.

Como vantagens, pode-se citar o compartilhamento contínuo de informações, como fotos, notícias, textos, e a comodidade gerada pelo uso destes equipamentos.

Porém, quando o assunto envolve dados empresariais, o uso destes aparelhos por parte dos colaboradores requer alguns cuidados. Em muitos casos, dados empresariais podem ser acessados de diferentes dispositivos móveis (não necessariamente os citados no primeiro parágrafo). Cria-se um desafio para as empresas no sentido de proteger seus arquivos em diferentes plataformas.

Antes de mais nada, sempre que possível é interessante contar com o auxílio de profissional da área de TI, para orientação aos colaboradores sobre a importância da segurança das informações. Fazer uso do conhecimento técnico destes profissionais pode auxiliar a encontrar pontos vulneráveis que poderiam passar despercebidos.

Criação de mecanismos que limitem ou restrinjam acessos aos dados também são alternativas de proteção. Pode-se ainda adotar manuais de orientação e normas aos colaboradores, enfatizando e deixando clara a política de segurança das informações da empresa.

Registrar o conhecimento da política de segurança, por parte do colaborador, é igualmente importante. Uma forma é utilizando formulário padronizado, onde o profissional registrará ser conhecedor do sigilo de dados empresariais. Da mesma forma como sugerido sobre a opinião de profissional de TI, sugere-se contar com a opinião de profissional da área de Direito, evitando ou minimizando problemas jurídicos.

O assunto é bastante amplo e aqui foram apresentadas algumas alternativas. Mas a orientação é que as empresas tenham a preocupação em proteger seus dados. A tecnologia apresenta constantemente novidades, que trazem consigo vantagens e desvantagens. O investimento e a preocupação com a segurança dos dados empresariais deve fazer parte das estratégias das organizações.

Compartilhando conhecimento e informação

Quando surgiu a ideia de que eu fosse um dos colunistas do blog “Opinião Digital”, não tive dúvidas em aceitar.

Um dos motivos que me levaram a topar o desafio foi a possibilidade de compartilhar conhecimentos. Digo compartilhar porque entendo a iniciativa do blog como uma “via de mão dupla”: enquanto repasso meu conhecimento, abro uma porta para que os leitores também o façam, num caminho inverso.

Como administrador de empresas, tenho contato com profissionais de diferentes áreas de atuação, como por exemplo o analista de sistemas Lucas Schnorr, idealizador do Opinião Digital. Dito isto, acredito existirem muitas vantagens nesta proximidade com outros profissionais, devido ao fluxo de informações. Defendo, sempre que possível, a multidisciplinariedade das equipes, onde diferentes linhas de formação poderão convergir integradas para os objetivos da organização, desde que, obviamente, existam planejamento e diretrizes bem definidos. Desta forma, o fato do blog contar com profissionais de formações distintas também foi um ponto considerado para que eu aceitasse o convite.

Em minha coluna, além de compartilhar experiências e conhecimentos, pretendo dividir sugestões de leitura, eventos, links interessantes, blog de outros profissionais e assuntos variados ligados a área de administração e marketing.

Espero que apreciem a leitura. Até a próxima oportunidade.

Comunicação publicitária digital

A crescente evolução da Internet incorporou ao meio de trabalho e a usuários comuns da Internet o correio eletrônico. Estima-se que aproximadamente 1,4 bilhões de usuários utilizam esse novo tipo de serviço telemático. Desse gigantesco número, maior parte das contas criadas pertencem a consumidores (74%) e o saldo corresponde as contas empresarias.

O desenvolvimento exponencial da Internet e por se tratar de uma vitrina virtual, pouco dispendiosa, interativa, personalizada e sem fronteiras, sem contar que pode ser consultada e alterada a qualquer tempo, fez com que empresas a utilizassem como um novo poderoso meio publicitário, migrando a publicidade para o espaço virtual através de campanhas por correio eletrônico, páginas web, banners e outros. Desta forma, considera-se que o correio eletrônico tenha se transformado numa das ferramentas mais utilizadas.

A comunicação publicitária através do correio eletrônico pode ocorrer de duas maneiras: 1) com o consentimento do usuário, ou seja, o usuário consente anteriormente o recebimento de mensagens de teor publicitário, como por exemplo, registrando seu endereço eletrônico em uma página web no sentido de receber boletins ou newsletters informativas. 2) sem o consentimento, ou seja, sem o usuário solicitar ou autorizar o recebimento de correspondências eletrônicas com caráter publicitário, este último, recebe a designação de spam.

A regulação do envio de mensagens publicitárias sem o consentimento dos usuários tem sido desenhada por diversos legisladores e não são unânimes. Uma das maneiras seria a proibição total do envio de comunicações publicitárias eletrônicas não solicitadas, mas isto seria uma solução excessiva, além de inconstitucional, pois estaria ferindo a liberdade de expressão e informação e de livre iniciativa econômica.

Existe também a solução que exige a manifestação de vontade do usuário em receber ou não conteúdo de publicidade e, neste âmbito, encontramos dois sistemas: o sistemas de opt in e o sistema de opt out.

Resumidamente o sistema de opt in consiste em permitir mensagens de publicidade eletrônica somente quando o usuário a consente previamente, ou seja, proíbe a comunicação eletrônica salvo para os casos que o usuário tem manifestado sua vontade de receber. Já o sistema de opt out permite o recebimento de todas as mensagens publicitárias, salvo aquelas que o usuário manifestou sua vontade de não recebe-las, em outras palavras, proíbe a comunicação eletrônica para os casos que o usuário não deseja receber através da inscrição de uma lista de exclusão.

Por se tratar de um assunto em discussão, explanaremos em outras oportunidades maiores informações, deixando para este artigo uma missão introdutória da matéria.

Por fim, destaca-se o fato do forte engajamento na regulação do envio de mensagens publicitárias eletrônicas não solicitadas e que se espera a adequada proteção do consumidor e confiança na Sociedade da Informação.

Artigo elaborado com base na Revista Luso-Brasileira de Direito do Consumo.

Postado originalmente no blog http://www.biason.com.br/blog-biason/.

Contratos de TI merecem atenção especial

Serviços inovadores e diferenciados frutos da criatividade de empresas de tecnologia fogem dos institutos jurídicos tradicionais, podendo gerar confusão àqueles que lidam com direito. Nesse contexto, cita-se os contratos de serviços de hospedagem, acordos de nível de serviço (SLA – Service Level Agreement), gestão de processos e de projetos (PMO – Project Management Office), entre outros.

Os contratos de Tecnologia da Informação (TI) são poucos discutidos, o que acarreta na não observância correta de pontos relevantes como, por exemplo, aspectos de propriedade intelectual, tributários, relações trabalhistas, consumo, importação e exportação.

O descuidado com aspectos técnicos e negociais nos contratos de TI não se dá por desatenção dos profissionais do Direito, mas sim em razão do foco de suas especializações, pois a maioria deles não possui um interesse na área de tecnologia. Além disso a legislação vigente não contribui para a regulação destes contratos.

No entanto, cada um desses serviços têm suas peculiaridades e normalmente acaba-se os regulando conforme a vontade do mais forte, ora o cliente, ora as empresas de TI.

Por fim, salienta-se que se deve ter atenção principalmente quanto à nomenclatura utilizada para nomear o contrato, seu objeto, aspectos de propriedade intelectual, formas de rescisão e questões operacionais.

Fonte: http://www.ipnews.com.br

Mídias sociais colaboram no desenvolvimento global

Em Washington, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, no painel de título “Local Climate, Global Change” (Clima local, mudança global), salientou-se que histórias locais contadas por intermédio das mídias sociais colaboram e impulsionam discussões globais sobre temas de desenvolvimento sustentável e mudança climática.

Conforme Rami Khater, produtor sênior de novas mídias da Al Jazzera, “informações sobre desenvolvimento já podem ser encontradas a nível local para gerar discussões globais e criar mudanças”.

Fonte: http://www.ijnet.org